Maldição hereditária

Ensino segundo o qual padrões de pecado, doença ou pobreza se transmitem por linhagem familiar e precisam ser quebrados por um ato específico. A expressão não aparece na Escritura.

Também chamada de maldição geracional ou pecado de geração. Apoia-se sobretudo em Êxodo 20.5 e 34.7, que falam de Deus visitar a iniquidade dos pais nos filhos até a terceira e a quarta geração.

As duas passagens trazem uma cláusula que raramente é lida junto: "daqueles que me odeiam". Gramaticalmente ela não se prende apenas aos pais, mas alcança as gerações descritas — o que muda a leitura de herança automática para continuidade de escolha.

Contra a transmissão automática pesam Ezequiel 18, onde Deus proíbe expressamente o provérbio das uvas verdes que transferia a culpa de uma geração a outra e declara que "o filho não levará a iniquidade do pai" (v. 20), além de Deuteronômio 24.16 e Jeremias 31.29-30, que fala da "sua" iniquidade, não a do pai.

A crítica mais séria ao ensino é soteriológica: se existe uma categoria de mal que alcança o cristão pelo sangue e que o perdão de Cristo não resolve sem um passo adicional, então se está afirmando que há pecados para os quais a morte de Cristo não bastou.

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