Confissão positiva

Ensino segundo o qual a palavra falada pelo crente tem poder criador, de modo que declarar algo o traz à existência. Também conhecido como Palavra de Fé.

Formulado nos anos 1970 por autores como Kenneth Copeland e Charles Capps, sustenta que a fé é uma força real, comparável à gravidade, e que o ser humano pode operar no mesmo nível de fé de Deus, chamando à existência o que ainda não existe.

Seus textos de prova habituais são Hebreus 11.3, Romanos 4.17 e Marcos 11.23. Nos três, o sujeito da ação criadora é Deus: em Hebreus 11.3 o único verbo conjugado é "entendemos", e a criação está num infinitivo passivo; em Romanos 4.17 os particípios "que vivifica" e "que chama" estão no genitivo, presos ao substantivo Deus, e não podem se referir a Abraão; e Marcos 11.24 chama de oração aquilo que o ensino chama de decreto.

A objeção mais antiga e mais bem formulada vem de dentro do próprio meio pentecostal, numa declaração de 1980 que observa que o ensino faz parecer que o homem é soberano e Deus é o servo, e propõe um teste: um ensino verdadeiro precisa valer também para o refugiado, para o preso por causa da fé e para o mártir.

Declarar não é ilegítimo em si. Em Ezequiel 37 o profeta declara sobre ossos secos e eles vivem — mas a ordem parte de Deus, o conteúdo é prefaciado por "Assim diz o Senhor DEUS", e o capítulo repete a fórmula "profetizei como ele me deu ordem".

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